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Mestrado em Educação USAL

Alunas da Tuma 2 - Lego Cursos

terça-feira, 5 de junho de 2012

Professor! Você joga tênis ou frescoball?


O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola.

Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente por aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro. Ou seja, para um ganhar o outro necessariamente precisa perder.
    
O frescoball se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui, ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescoball, é sentido por todos. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos... Ou melhor todos, todos marcam pontos e ganham juntos!

Reflita neste momento...
Em seu ambiente de trabalho, na família e na vida você é um jogador de tênis ou de frescoball?

terça-feira, 27 de março de 2012

AFETIVIDADE E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO DE ADULTOS: UM INTERJOGO


 MARGALHO, Barbara; MARINHO, Luciana; PEREIRA Rute; RALIN, Asman (2011)

1 INTRODUÇÃO
Por que o interesse por este tema? É um tema desejado e, ao mesmo tempo, desafiador por sua complexidade em várias facetas, as quais necessitam de um processo de desconstruções para a construção de perspectivas em relação ao aprender. Há uma preocupação em discutir como se dá a construção da afetividade e suas implicações na aprendizagem do adulto, objetivando compreender como se estabelece a relação afetividade e aprendizagem e explicitar os benefícios dessa relação no processo de ensino e aprendizagem. É preciso estudar esse fenômeno para melhor lidar com os conflitos inevitavelmente impostos no cotidiano da Educação Básica do adulto.
O ego, a consciência de si e sobre o mundo, exige uma boa estruturação das emoções para o enfrentamento das experiências afetadas pela turbulência dos acontecimentos na contemporaneidade. O conceito de si mesmo e o do contexto em que se está inserido tem influência decisiva na forma de interagir com os pares e com o objeto de conhecimento. Sendo assim, a afetividade tem um significado expressivo no desenvolvimento e construção da aprendizagem.
O aluno com vínculo negativo com a aprendizagem, de certo não  desenvolverá adequadamente suas potencialidades. Nessa perspectiva, faz-se necessário a sensibilidade por parte do professor para realizar um trabalho voltado para relação entre afeto e cognição, considerando todas as possibilidades que emergirem em busca da aprendizagem significativa.
Nesta complexidade, afetividade e aprendizagem, entra em jogo a subjetividade do aluno interposto pela diversidade cultural, social, econômica e psicobiológica. Atualmente, as escolas  procuram, ainda de forma restrita, relacionar o fracasso escolar com a falta de vínculo afetivo entre ensinante e aprendente.

Toda aprendizagem está impregnada de afetividade, já que ocorre a partir das interações sociais, num processo vincular.  Na aprendizagem escolar, a trama que se tece entre alunos, professores, conteúdo, livros e escrita não acontece puramente no campo cognitivo. Existe uma base afetiva permeando essas relações. Afetividade é uma necessidade humana que, geralmente, é vista de forma fragmentada. A organização e estabilidade psíquica do aluno não são encontradas no mundo, terão de ser construídas dentro de cada um.
As experiências vividas em sala de aula ocorrem, inicialmente, entre os indivíduos envolvidos através da mediação do outro. Assim, elas vão se internalizando, ganham autonomia e passam a fazer parte da história individual. Essas experiências  são afetivas. Os indivíduos internalizam as experiências afetivas com relação a um objeto específico.
Entender a afetividade como favorecedora do desabrochar de personalidades mais autoconfiantes e autônomas para aprender, dialogar e formar consciência crítica são questões que mobilizam o desenvolvimento do tema “Afetividade  e aprendizagem na educação de adultos: um interjogo”.
Frente ao exposto e reconhecendo a Educação Básica do adulto como um direito humano que não se limita apenas ao acesso, é relevante chamar atenção dos
profissionais que atuam nesta modalidade de ensino e buscar alternativas diversificadas que propiciem a efetiva aprendizagem deste público, ao qual, em algum momento, foi negado à educação durante a infância ou adolescência quer tenha sido pela oferta irregular de vagas, quer pelas inadequações do sistema de ensino, quer pelas condições socioeconômicas desfavoráveis.

2 AFETIVIDADE E APRENDIZAGEM

Existe uma grande divergência quanto à conceituação dos fenômenos afetivos. Na literatura encontra-se, eventualmente, a utilização dos termos afeto, emoção e sentimento, aparentemente como sinônimos.
Wallon (1968) estabelece uma distinção entre emoção e afetividade. Segundo este autor as emoções são manifestações de estados subjetivos, mas com componentes orgânicos. Ele defende o caráter biológico das emoções, destaca que estas originam-se na função tônica. Toda alteração emocional provoca flutuações de tônus muscular, tanto de vísceras como da musculatura superficial e, dependendo da natureza da emoção, provoca um tipo de alteração muscular. Exemplificando, Wallon  identifica emoções de natureza hipotônica, isto é, redutoras do tônus, tais como o susto e a depressão. Outras emoções são hipertônicas, geradoras de tônus, tais como a cólera e a ansiedade, capazes de tornar pétrea a musculatura periférica.
Para Wallon (1978) a primeira relação do ser humano ao nascer é com o ambiente social, ou seja, com as pessoas ao seu redor. Baseando-se em fundamentos darwinistas, encontrou argumentos que enfatizam a origem do homem como um ser emocional. Analisando aspectos como prole reduzida em comparação com outros mamíferos e o prolongado período de dependência entre o bebê e seus pais, destaca a importância da proximidade do outro para o desenvolvimento humano. Nesse sentido, defende a afetividade como primeiro e mais forte vínculo entre os indivíduos. Atribui às emoções um papel de primeira grandeza na formação da vida psíquica, funcionando como uma amálgama entre o social e o orgânico. Assim:

meios de ação sobre as coisas circundantes, razão porque a satisfação das suas necessidades e desejos tem de ser realizada por intermédio das pessoas adultas que a rodeiam. Por isso, os primeiros sistemas de reação que se organizam sob a influência do ambiente, as emoções, tendem a realizar, por meio de manifestações consoantes e contagiosas, uma fusão de sensibilidade entre o indivíduo e o seu entourage (WALLON, 1971, p. 262).

Dedicando grande parte de sua vida ao estudo das emoções e da afetividade, o teórico supracitado analisa as primeiras manifestações  afetivas do ser humano, suas características e a grande complexidade que sofrem no decorrer do desenvolvimento, assim como suas múltiplas relações com outras atividades psíquicas. Desta forma, afirma que a afetividade desempenha um papel fundamental na constituição e funcionamento da inteligência, determinando os interesses e necessidades individuais.  A afetividade, por sua vez, tem uma concepção mais ampla, envolvendo uma gama maior de manifestações, englobando sentimentos (origem psicológica) e emoções (origem biológica).
Vygotsky (1994) com uma visão essencialmente histórico-cultural para o processo de aprendizagem, o enfoque está nas relações sociais. É através da interação com outros que o sujeito incorpora os instrumentos culturais. Vygotsky  ao destacar a importância das interações sociais, traz a idéia da  mediação e da  internalização como aspectos fundamentais para a aprendizagem, defendendo que a construção do conhecimento ocorre a partir de um intenso processo de interação entre as  pessoas. Portanto, é a partir de sua inserção na cultura que o sujeito, através da interação social com seus semelhantes, vai se desenvolvendo.
Apropriando-se das práticas culturalmente estabelecidas, o sujeito vai evoluindo das formas elementares de pensamento para formas mais abstratas, que o ajudarão a conhecer e controlar a realidade. Nesse sentido, Vygotsky destaca a importância do outro não só no processo de construção do conhecimento, mas também de constituição do próprio sujeito e de suas formas de agir.
Segundo este autor, o processo de internalização envolve uma série de transformações que colocam em relação o social e o individual. Segundo ele, as funções no desenvolvimento do sujeito aparecem duas vezes: primeiro, no nível social, e, depois no nível individual; primeiro entre pessoas (interpsicológica), e, depois, no interior do sujeito (intrapsicológica).
Partindo desse pressuposto, o papel do outro no processo de aprendizagem torna-se fundamental. Consequentemente, a mediação  e a qualidade das interações sociais ganham destaque. Portanto, é o vínculo afetivo estabelecido entre o professor e o aluno que sustenta a etapa inicial do processo de aprendizagem escolar.
Convém salientar que embora os fenômenos afetivos sejam de natureza subjetiva, isso não os torna independentes da ação do meio sociocultural, pois se relacionam com a qualidade das interações entre os sujeitos, enquanto experiências vivenciadas. Dessa maneira, pode-se supor que tais experiências vão marcar e conferir aos objetos culturais um sentido afetivo.
Baseando-se na perspectiva teórica fundamentalmente social, a partir de Vygotsky e Wallon, defende-se que a afetividade que se manifesta na relação professor-aluno constitui-se elemento inseparável do processo de construção do conhecimento. Além disso, a qualidade da interação pedagógica vai conferir um sentido afetivo para o objeto de conhecimento, a partir das experiências vividas.
Considerando a influência dos aspectos afetivos no processo de aprendizagem no decorrer do desenvolvimento, os vínculos afetivos vão ampliando-se e a figura do professor surge com grande importância na relação de ensino e aprendizagem, na época escolar.  Segundo Fernández (1990), para aprender necessita-se dois personagens (ensinante e aprendente) e um vínculo que se estabelece entre ambos.  “Não aprendemos de qualquer um, aprendemos daquele a quem outorgamos confiança e direito de ensinar” (FERNÁNDEZ, 1990, p. 52).
De acordo com Fernández, o aprender transcorre no seio de um vínculo humano que, primária e paradigmaticamente se dá no grupo familiar, em nossa cultura. Para esta autora a aprendizagem é “um processo cuja matriz é vincular e lúdica e sua raiz corporal, seu desdobramento criativo põe-se em jogo através da articulação inteligência-desejo e do equilíbrio assimilação e acomodação” (FERNÁNDEZ, 1990, p.48).
O fracasso no aprender escolar pode situar-se na estrutura vincular e, em resposta a essa interrogação, Fernández (1990) observa uma relação particular entre organismo, corpo, inteligência e desejo, tanto de quem ensina como de quem aprende. Nessa trama vincular  a aprendizagem assume a função de interrelacionar os níveis constitutivos (orgânico, corporal, intelectual e semiótico ou desejante) do sujeito que aprende com o exterior em um processo dialético.
Paín (apud FERNÁNDEZ, 1990, p.57) exemplifica: “o organismo poderia ser comparado a um aparelho de recepção programado, que possui transmissores (células nervosas), capazes de registrar certo tipo de associações, de fluxos elétricos, e reproduzi-los quando necessário”.
Fernandez (1990, p.57) afirma que “em troca, o corpo poderia assemelhar-se a um instrumento musical, no qual se dão coordenações entre diversas pulsações, mas criando algo novo”.

Do ponto de vista do funcionamento, podemos tomar duas dimensões, a que pertence ao organismo, que é um funcionamento já codificado, e a do outro corpo, que é aprendida. O organismo necessita do corpo, como um gravador necessita de um instrumento de música original que emita o som, para que ele possa gravar
(FERNÁNDEZ, 1990, p. 58).

Quanto à relação inteligência e desejo, Fernández observa:

a inteligência submetida ao desejo, não podendo desconhecer nem a um nem ao outro, facilitando-se-lhe a compreensão do tipo de relações que se estabelecem entre uma estrutura de caráter claramente genético que vai  se autoconstruindo, e uma arquitetura desejante, que ainda que não seja genética, vai entrelaçando um ser humano que tem sua história (FERNÁNDEZ,1990,p.67).

Fica claro que na relação professor-aluno há intercâmbios afetivos e cognitivos que são imprescindíveis para que haja aprendizagem. Pensamento e afeto não podem ser vistos separadamente, uma vez que são construídos através de processos objetivante (lógico-intelectual) e subjetivante (simbólico-desejante). “Enquanto a inteligência se propõe a apropriar-se do objeto conhecendo-o, generalizando-o, incluindo-o em uma classificação, o desejo se proporia a apropriar-se do objeto, representando-o” (FERNÁNDEZ, 1990, p.74).
Ainda com base em Fernández (1990), o sujeito que aprende necessita de um modelo que transmita sinais de conhecimento para que possa transformá-lo e reproduzi-lo. O conhecimento não é transmitido diretamente em bloco. O aprendente possui uma série de estruturas que lhe permitem converter o que é ensinado, em um recorte de uma situação, em conhecimento. Este, por sua vez, é construído pelo ensinante através dos quatro níveis constitutivos do ser humano (organismo, corpo, inteligência e desejo).
Em suma, Fernández apresenta como necessidade primordial a inclusão da afetividade no processo de aprendizagem. Para ela, a escola não pode valer-se apenas do cérebro.
 Outra contribuição para o estudo “Afetividade e aprendizagem” é a Psicologia Social de Pichon Rivière (1995) que permite investigar a relação professor-aluno em três dimensões: indivíduo, grupo e instituição. Essas dimensões, por sua vez, proporcionam três tipos de análise: psicossocial (tem como ponto de partida a pessoa humana em toda a sua extensão), sociodinâmica (analisa o grupo como uma estrutura) e a institucional (pesquisa toda a instituição). É preciso estudar o ser humano na sua totalidade, configurando uma gestalt própria para cada sujeito.
Para a Psicologia Social o sujeito é essencialmente social porque se configura dentro de uma trama de vínculos e relações sociais que se integram dialeticamente. Dessa forma, potencializa-se o valor que tem a aprendizagem na constituição subjetiva do sujeito.
Através da Teoria do Vínculo de Pichon Rivière (1995), percebe-se a complexidade de ações e reações que podem acontecer numa sala de aula. Se o professor não tiver conhecimento, para saber lidar com tais situações, poderá contribuir, sem desejar, para a construção de vínculos negativos com ele e com  o objeto de conhecimento.
Pichon Rivière (1995) concebe o vínculo como uma estrutura dinâmica em contínuo movimento, que engloba tanto o sujeito como o objeto e afirma que esta estrutura dinâmica apresenta características consideradas normais e alterações interpretadas como patológicas. Considera um vínculo normal aquele que se estabelece entre o sujeito e um objeto quando ambos têm possibilidades de fazer uma escolha livre de um objeto, como resultado de uma boa diferenciação entre ambos.
 Na Teoria do Vínculo, Pichon Rivière considera o indivíduo como uma resultante dinâmica, não da ação dos instintos e objetos interiorizados, mas sim do interjogo estabelecido entre sujeito e os objetos internos e externos por meio de uma interação dialética, a qual pode ser observada através de certas condutas.
A proposta de Pichon Rivière é olhar o indivíduo como ser social e historicamente determinado. Para tanto, ele analisa a importância de se trabalhar com um esquema psicanalítico que funciona como um todo organizado, ou seja, um esquema referencial próprio que deve ser confrontado no campo operacional. Assim, busca estabelecer a rede de afetos e identificações inconscientes presentes numa rede social, no caso, a família. Dessa forma, inclui o externo ao sujeito numa matriz teórica formalizada. Essa matriz é uma estrutura interna determinada socialmente que inclui não só os aspectos conceituais, mas também esquemas afetivos, emocionais e de ação.
Pichon Rivière (1995) conceitua a aprendizagem como capacidade de compreensão e ação transformadora sobre a realidade, constituindo-se na forma privilegiada da relação do homem com o mundo. Nessa perspectiva teórica, Pichon Rivière entende o sujeito como determinado a partir do interjogo da relação do sujeito com o seu contexto. Para ele, o sujeito é o emergente, o produtor e o produzido, determinado e ator, protagonista da rede vincular na qual se desenvolve sua vida. Dentro da concepção pichoniana, é pertinente focalizar os processos vinculares, a interação, perspectivas não fragmentadas de compreensão do homem na medida em que dá conta das condições internas e externas que atuam na produção dos fenômenos sociais.
Erikson (1998) em sua Teoria Psicossocial do Desenvolvimento propõe uma concepção de desenvolvimento em oito estágios psicossociais, perspectivados por sua vez em oito idades que decorrem desde o nascimento até à morte, pertencendo as quatro primeiras ao período de bebê e de infância, e as três últimas aos anos adultos e à velhice, cada estágio é atravessado por uma crise psicossocial entre uma vertente positiva e uma negativa. Erikson dá especial importância ao período da adolescência, devido ao fato ser a transição entre a infância e a idade adulta, em que se verificam acontecimentos relevantes para a personalidade adulta.
Na Teoria Psicossocial do Desenvolvimento cada estágio contribui para a formação da personalidade total (princípio epigenético), sendo por isso todos importantes mesmo depois de se os atravessar. O núcleo de cada estágio é uma crise básica, que existe não só durante aquele estágio específico, nesse será mais proeminente, mas também nos posteriores em nível de consequências, tendo raízes prévias nos anteriores. Erikson (1998) perspectivava o desenvolvimento tendo em conta aspectos de cunho biológico, individual e social. A teoria em análise enfatiza o conceito de identidade, a qual se forma no 5º estágio, e o de crise que sem possuir um sentido dramático está presente em todas as idades, sendo a forma como é resolvida determinante para resolver na vida futura os conflitos. 
Focando o processo de aprendizagem do adulto, descrevem-se de forma resumida os quatro últimos estágios do esquema de desenvolvimento de Erikson (1998):
- Identidade versus confusão de identidade é o estágio mais estudado por este autor, devido a ocorrer na adolescência. É nesta fase que o jovem começa a descobrir sua própria identidade e que é um ser humano único, que está preparado para se encaixar na sociedade, é nesta fase que o jovem define aquilo de que gosta ou não, o que quer fazer no futuro, é nessa época da vida que o jovem define o que é e o que vai querer ser. O agente ativador deste estágio é o ego, tanto em seus aspectos conscientes como em seus aspectos inconscientes. É durante esta fase que o jovem tende a sofrer mais do que nunca em função da confusão de papéis, ou da confusão de identidade. Este estado pode fazer com que o jovem se sinta isolado, o adolescente sente que preciosa tomar decisões, mas é incapaz de fazer isso. É nesta época também que o jovem desenvolve a virtude da fidelidade.
- Intimidade versus Isolamento já neste estágio o jovem adulto está preparado e disposto a unir sua identidade com a de outras pessoas, nesta fase se busca relacionamento de grande intimidade, entrega afetiva, parceria e associação. Essa é fase da genitalidade sexual verdadeira, em mutualidade com a pessoa amada. O perigo deste estágio é o isolamento, ou seja, quando a pessoa não está disposta a comprometer-se com a intimidade. É neste estágio também que o jovem adulto desenvolve a virtude do amor.
- Generatividade versus estagnação neste estágio o adulto passa a se preocupar com tudo que foi gerado e com o estabelecimento das orientações para as gerações que estão por vir. E quando esta transmissão de valores falha a pessoa se sente fraca e estagnada. A virtude do cuidado se desenvolve nesta fase.
- Integridade versus desespero este é o último estágio que o ser humano vivência , este estágio faz parte do processo epigenético do desenvolvimento e é denominado integridade pois a pessoa já aprendeu a se adaptar aos fracassos e sucessos de existência. O perigo desta fase é ter que falar do vazio de existência perante a morte. Neste estágio a virtude que surge é a sabedoria.
Com este esquema de desenvolvimento Erikson (1998) também abriu portas para um novo conceito de ego, o ego descrito por ele pode ser considerado um ego criativo, pois o ego pode encontrar e realmente encontra soluções criativas para os novos problemas que surgem a cada estágio da vida. Erikson também dizia que o ego quando ameaçado reage com novo esforço ao invés de desistir, ele é uma estrutura de espaço e tempo. Eikson também falou sobre as zonas psicossexuais, modos dos órgãos, e modalidades sociais e é esta parte de sua teoria que possui forte ligação com a teoria freudiana. Ele também foi um dos poucos psicanalistas que estudou a relação dos traços de caráter adultos pela maneira como a criança foi educada e em suas pesquisas encontrou verdades com relação a esta afirmação.
A dialética das crises psicossociais e psicossexuais, tanto nas pessoas como nos organismos sociais, fazem nascer o desejo de superá-las para manter um equilíbrio positivo entre elas e a emergência das forças básicas. A educação também é perpassada por este processo dialético de crises entre conceitos existentes e novos paradigmas; uma educação mais centrada no desenvolvimento das virtudes e qualidades e preocupada em construir vínculos afetivos entre os atores envolvidos no processo ensino e aprendizagem.
Por fim, não se pode deixar de referenciar os escritos de Paulo Freire (1983; 1987; 1997) voltados para educação de adultos, com uma proposta que vai além das críticas das metodologias educacionais atuais. Define-se em uma pedagogia da consciência e requer um professor problematizador da realidade. Através de uma relação dialógica e dialética entre professor e aluno, a proposta pedagógica de Freire, centraliza-se na dimensão do conhecimento, no sentimento de aceitação do outro, da interação, da intersubjetividade. Para ele, a educação do adulto é um processo político pedagógico de transformação. Uma educação popular que deve ser entendida como uma forma de educação desenvolvida pelo oprimido do que para o oprimido. Seu discurso prioriza o trabalho e a produção coletiva no processo político-educativo.
O legado de Freire está permeado pela afetividade nas suas dimensões de cuidado, qualificação, interesse, empatia, amorosidade, amizade, amor indiferenciado, amor diferenciado, promoção, nutrição, proteção, vínculo e todo o desdobramento ético e estético decorrente da experiência com o educando, no processo educativo, na promoção do potencial humano, do potencial crítico, político e criativo existencial do educando. De certo, há um movimento afetivo que atravessa a teoria e prática pedagógica de Paulo Freire. A ética e a estética é a vivência mesma dessa afetividade nos caminhos da ação pedagógica.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objeto de conhecimento não existe fora das relações humanas. Nesse sentido, são as relações humanas que formam a essência do objeto de conhecimento, pois este só existe a partir de seu uso social. Portanto, é a partir de um intenso processo de interação com o meio social, através da mediação feita pelo outro, que se dá a apropriação dos objetos culturais. É através dessa mediação que o objeto de conhecimento ganha significado e sentido.
Na verdade, são as experiências vivenciadas com  outras pessoas é que irão marcar e conferir aos objetos um sentido afetivo, determinando, dessa forma, a qualidade do objeto internalizado. Nesse sentido, pode-se supor que, no processo de internalização, estão envolvidos não só os aspectos cognitivos, mas também os afetivos.
Considerando que o processo de aprendizagem do adulto ocorre em decorrência de interações sucessivas entre as pessoas, a partir de uma relação vincular, é, portanto, através do outro que o indivíduo adquire novas formas de pensar e agir e, dessa forma constrói novos conhecimentos. A qualidade dessas relações sociais influencia na relação do indivíduo com os objetos, lugares e situações.
Outro ponto a considerar é a importância das diversas formas de interação entre  professores e  alunos, para a construção da confiança, influindo diretamente no processo de aprendizagem.  Sentimentos de acolhimento, simpatia, respeito e apreciação, bem como, sentimentos de compreensão, aceitação e valorização do outro, nas experiências vividas em sala de aula, permitem trocas afetivas que marcam positivamente o objeto de conhecimento, favorecendo a autonomia e a confiança dos alunos em suas capacidades e decisões.

4 REFERÊNCIAS
ERIKSON, Erik. O ciclo de vida completo. Porto alegre: Artmed. 1998.
FERNÁNDEZ, Alicia. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Porto alegre: Artes Médicas, 1990.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
________. Pedagogia do oprimido. 17. ed.  Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
Pichon Rivière, Enrique. Teoria do Vínculo. São Paulo: Martins Fontes, 1995.
VYGOTSKY, Lev Semenovich. A formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1994.
WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. Lisboa: Edições 70, 1968.
________. As Origens do Caráter na Criança. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1971.
________. Do acto ao pensamento. Lisboa: Moraes Editores, 1978.

domingo, 25 de março de 2012

Você é forte


12 Preceitos que levam à mudança de Paradigmas no Século XXI.


Leo Buscaglia, educador ítalo-americano.
Os 12 Preceitos.

1
Lembre-se de que as pessoas com deficiência são indivíduos próprios. Elas não pertencem a você, à família, aos médicos ou à sociedade.
2
Lembre-se de que cada pessoa com deficiência é diferente das outras e que, independente do rótulo que lhe seja imposto para a conveniência de outras pessoas, ela ainda assim é uma pessoa "única". Não existem duas crianças com síndrome de Down que sejam iguais, ou dois adultos com deficiência auditiva que respondam ou reajam da mesma forma.
 
3
Lembre-se de que elas são pessoas antes de tudo e que têm o mesmo direito à auto-realização que quaisquer outras pessoas, no seu ritmo próprio, à sua maneira e por seus próprios meios. Somente elas podem superar suas dificuldades e encontrar a si mesmas.
 
4
Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm a mesma necessidade que você de amar e ser amado, de aprender, partilhar, crescer e experimentar, no mesmo mundo em que você vive. Elas não têm um mundo separado. Existe apenas um mundo.
 
5
Lembre-se de que as pessoas com deficiência têm o mesmo direito que você de fraquejar, falhar, sofrer, desacreditar, chorar, proferir impropérios, se desesperar. Protegê-las dessas experiências é evitar que vivam.
 
6
Lembre-se de que somente as pessoas com deficiência podem lhe dizer o que é possível para elas. Nós, que as amamos, devemos ser observadores atentos e sintonizados.
7
Lembre-se que as pessoas com deficiência devem agir por conta própria. Podemos oferecer-lhes alternativas, possibilidades e instrumentos necessários - mas somente elas podem colocá-los em ação. Nós podemos apenas permanecer firmes, e estar presentes para reforçar, encorajar, ter esperanças e ajudar quando possível.
8
Lembre-se que as pessoas com deficiência, assim como nós, estão preparadas para viver como desejarem. Elas também devem decidir se desejam viver em paz, com amor e alegria, como são e com o que têm, ou deixar-se ficar numa apatia lacrimosa, esperando a morte.
9
Lembre-se de que as pessoas com deficiência, independente do grau, têm um potencial ilimitado para se tornar não o que nós queremos que sejam mas o que elas desejam ser.
10
Lembre-se de que as pessoas com deficiência devem encontrar sua própria maneira de fazer as coisas - impor-lhes nossos padrões (ou os da cultura) é irreal e até mesmo destrutivo. Existem muitas maneiras de se amarrar os sapatos, beber em um copo, chegar até o ponto do ônibus. Há muitas formas de se aprender e se adaptar. Elas devem encontrar a forma que melhor se lhes ajuste.
11
Lembre-se de que as pessoas com deficiência também precisam do mundo e das outras pessoas para que possam aprender. O aprendizado não acontece apenas no ambiente protetor do lar ou em uma sala de aula, como muitas pessoas acreditam. O mundo é uma escola, e todas as pessoas são professores. Não existem experiências insignificantes. Nosso trabalho é agir como seres humanos afetuosos, com curativos emocionais sempre prontos para uma possível queda, mas com novos mapas à mão para novas aventuras!
12
Lembre-se de que todas as pessoas com deficiência têm direito à honestidade em relação a si mesma, a você e a sua condição. Ser desonesto com elas é o pior serviço que alguém pode lhes prestar. A honestidade constitui a única base sólida sobre a qual qualquer tipo de crescimento pode ocorrer. E, acima de tudo, lembre-se de que elas necessitam do que há de melhor em você. A fim de que possam ser elas mesmas e que possam crescer, libertar-se, aprender, modificar-se, desenvolver-se e experimentar, você deve ter essas capacidades. Você só pode ensinar aquilo que sabe. Se você é aberto ao crescimento, ao aprendizado, às mudanças, ao desenvolvimento e às novas experiências, permitirá que elas também o sejam.

Declaração de Manágua.
"Queremos uma sociedade baseada na igualdade, na justiça, na equiparação e na interdependência, que assegure uma melhor qualidade de vida para todos, sem discriminação de nenhum tipo, que reconheça e aceite a diversidade como fundamento para a convivência social. Uma sociedade onde o primeiro direito seja a condição de pessoa, de todos os seus integrantes, que garanta sua dignidade, seus direitos humanos, sua autodeterminação, sua contribuição à vida comunitária e seu pleno acesso aos bens sociais. "DECLARAÇÃO DE MANÁGUA".
Digitado em São Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier, da Rede de Informações do COE - Área deficiências - Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Fenapaes, Brasília(Diretoria para Assuntos Internacionais), Inclusion Interamericana e Inclusion International, em 13 de novembro, 2007. Disponibilizado em: 27/11/2007.

sábado, 24 de março de 2012

As borboletas de Zagorsk


Este é um documentário sobre educação especial.
Onde educadores russos ensinam crianças com deficiência auditiva e visual na cidade de Zagorsk, inspirados e baseados nas teorias do psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934). É um Trabalho interesantissimo e vale a pena aprender um pouco sobre o trabalho desenvolvido lá. É grande por isso esta dividido.

Espero que gostem tanto quanto eu gostei.


Postado por Luciana Marinho

Poema

Verdades da Profissão de Professor
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.


Paulo Freire

Postado por Luciana Marinho

sexta-feira, 23 de março de 2012

Ser professor


                                   

OU ISTO OU AQUILO
                                                (Asman Ralin)
Ou se é professor e não se tem profissão,
ou se tem profissão e não se é professor! 
Ou se transmite saber e não se produz,
ou se produz saber e não se transmite! 
Quem é educador não pode ser pesquisador
quem é pesquisador não pode ser educador. 
É uma grande pena que não se possa ser
ao mesmo tempo os dois!
Ou aprendo enquanto ensino,
ou ensino enquanto aprendo.
A sensibilidade nos faz subir nos ares,
a racionalidade nos faz ficar no chão.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo a refletir o tempo inteiro. 
Que valor tem o meu saber-ser e saber-fazer?
Como legitimar meus saberes?
Quando os saberes experienciais passarão a ser reconhecidos?
Mas não consegui entender ainda qual é melhor:
se é isto ou aquilo.

 
 
 

quarta-feira, 21 de março de 2012

EXEMPLOS


NUNCA DESISTA

PROJETO “DE ONDE VÊM OS ALIMENTOS DO CAFÉ DA MANHÃ?”



Autora : Luciana Marinho Costa
APRESENTAÇÃO
O uso das tecnologias como parte integrante das múltiplas possibilidades de suporte para a mediação, assim como forma lúdica e diversificada de aprendizagem, vem somar na busca de favorecimento do processo de ensino aprendizagem.

O trabalho a ser desenvolvido com alunos do Grupo 5 da Educação Infantil com o Projeto “De onde vem os alimentos do café da manhã?” tem cunho multidisciplinar, abrangendo as áreas de Natureza e Sociedade, Linguagem, Informática e Matemática, com duração inicial de um mês.

O conhecimento trabalhado de maneira interativa proporciona maior prazer, aumento de autoestima e um ganho cognitivo significativo, elementos fundamentais para o desenvolvimento do indivíduo por completo.

JUSTIFICATIVA
O projeto escolhido leva em consideração a busca do conhecimento acerca dos alimentos que compõem o café da manhã. Ao conhecer a origem desses alimentos busca-se sensibilizá-los a comer melhor durante a refeição mais importante do dia, segundo médicos e nutricionistas.

A “intimidade” que os pequenos nativos apresentam com o computador contribui para fazer dele um meio rico e amplo de assimilar novos conhecimentos, garantindo, assim, um maior envolvimento e possibilitando uma aprendizagem mais efetiva.

OBJETIVOS:

GERAL – Desenvolver um hábito alimentar mais saudável, a partir da ampliação do conhecimento acerca da origem dos alimentos, sua importância e da própria experimentação.

  • ESPÉCÍFICOS  - Conhecer os alimentos que compõem um café da manhã saudável.
      • - Identificar os alimentos trabalhados, nomeando-os.
      • - Experimentar itens diferenciados que compõem essa refeição.
      • - Aprender a construir coletivamente e fazer a leitura de gráficos, organizando os levantamentos acerca do uso desses alimentos nas famílias dos alunos da classe.
      • - Trabalhar contagem, classificação e numeração.

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES

  1. - Utilizar tecnologias para explorar esses conceitos de forma rica e diversificada.
  2. - Construir gráfico
  3. - Registrar em forma de lista
  4. - Diferenciar os alimentos
  5. - Escolher melhor seus alimentos
  6. - Descrever situações
  7. - Estabelecer relações entre as informações e conhecimentos trabalhados
  8. - Refletir sobre a importância dos alimentos

1ª INTERVENÇÃO:


Levantamento de conhecimento prévio:   
                                                        O que comeram logo depois de acordar?

  Como chamam essa refeição?

Na roda conversar sobre:               O que costumam comer sempre nessa refeição? 
                                                             Todos em casa comem as mesmas coisas?
                                    
                                                       O que você mais gosta de comer nesse horário?
    ( e outras questões que surgirem)


Produzir um cartaz com as informações levantadas:       O que já sabíamos?
                                                                                                       Expor.
2 ª INTERVENÇÃO:
  1. - Construir um painel, utilizando folhetos de compras de supermercado, classificando: alimentos que fazem parte do café da manhã, alimentos que não fazem parte do café da manhã;
  2. - Registrar, no caderno, quais desses alimentos estão presentes no café da manhã de sua casa (lista com escrita espontânea).
  3. - A partir dos registros no caderno, fazer a contagem, juntar (somar) as quantidades, construir um gráfico coletivo, contabilizando as quantidades de cada item. Utilizar quadrinhos de papel colorido (uma cor para cada item) para serem sobrepostos em forma de barras, indicando assim as quantidades. Expor.
  4. - Identificar os alimentos mais consumidos, os menos consumidos, e os não consumidos e discutir com a turma.
3ª INTERVENÇÃO:
1. Conversar com o grupo sobre a origem desses alimentos.
2. Assistir os vídeos divulgados no “YOUTUBE”, da série “Kika – de onde vem...?”, da Tv Cultura. (Um de cada vez, 2 em dois, ou em dias diferentes)



3. Depois de assistir cada vídeo, registrar suas conclusões.

4ª INTERVENÇÃO:
- Utilizar o CD Rum da Turma da Mônica – Chico Bento – com jogos diversos que exploram contagem, animais, a origem dos alimentos trabalhados, o contexto de um ambiente rural, tamanhos, entre outros conceitos importantes para essa faixa etária.
5ª INTERVENÇÃO:
1. Comparar seus conhecimentos construídos durante o projeto com as informações registradas durante o levantamento do conhecimento prévio, no início do período, complementando o cartaz: O que já sabíamos/O que aprendemos.
2. Ouvir com o grupo algumas músicas de melodia simples, escolhendo uma para construir uma paródia, transmitindo informações assimiladas durante o projeto.
6ª INTERVENÇÃO:
1. Criar um panfleto, incentivando as pessoas a se alimentarem melhor durante o café da manhã, principal refeição do dia. Produzi-lo com o grupo em computador, utilizando imagens resgatadas na internet.
2.  Enviar o panfleto para casa, motivando as famílias.
7ª INTERVENÇÃO: (CULMINÂNCIA)
1. Finalizar o projeto com uma degustação de alimentos próprios do café da manhã, como incentivo a continuidade da proposta para além das paredes da escola, ampliando e prolongando, assim, seus resultados.
2. Cantar a paródia construída pelo grupo.
AVALIAÇÃO
A Avaliação da amplitude desse projeto e do nível de envolvimento, comprometimento e desenvolvimento dos alunos será feita através de observação diária e registros acerca desse crescimento, bem como os registros coletivos e individuais demandados pelo mesmo.

Inclusão ou integração?

Qual a imagem que melhor representa o paradigma da  inclusão? 
Asman Ralin



INCLUSÃO OU EXCLUSÃO????????????



Observando a imagem percebemos que há um aluno e uma professora sentados em uma mesa à parte dos demais que estão no chão, trabalhando em roda, com outra professora. A atividade diferenciada, em sala de aula comum, caracteriza atitude de inclusão ou exclusão?
Asman Ralin