O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o
adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de
devolver a bola.
Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente por aí que ele vai dirigir sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro. Ou seja, para um ganhar o outro necessariamente precisa perder.
O frescoball se parece muito com o tênis: dois jogadores,
duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos
dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e
faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que
o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser
derrotado. Aqui, ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz
quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no
frescoball, é sentido por todos. E o que errou pede desculpas, e o que provocou
o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este
delicioso jogo em que ninguém marca pontos... Ou melhor todos, todos marcam
pontos e ganham juntos!
Reflita neste momento...
Em seu ambiente de trabalho, na família e na vida você é um
jogador de tênis ou de frescoball?