Asman Ralin
“ Os indivíduos com deficiências, antigamente vistos como ‘doentes’, ‘retardados’, e ‘incapazes’, sempre estiveram em situação de desvantagem, sendo alvos de caridade popular e de assistência social. Não eram percebidos como sujeitos de direitos sociais, entre os quais se inclui a educação.” Edler de Carvalho (2002)
Ao longo da história formou-se uma representação social, de um estereótipo que promove a idéia de que a pessoa com algum tipo de deficiência não apresentava perspectiva de desenvolvimento e aprendizagem.
A total exclusão da pessoa com deficiência na participação social caracterizou-se por vários séculos, pois acreditava-se que o “corpo deformado significava ter a mente também deformada”. Além dessa crença, não havia distinção entre “deficiência mental/intelectual” e “transtorno/doença mental”.
Outro fato a considerar é a terminologia utilizada para identificar essas pessoas. “O doente” e/ou “o deficiente” não é tido como uma pessoa, ser humano e sim como uma criatura que precisa de cuidado e proteção. Mas se utilizado o termo “pessoa com deficiência” destaca-se a pessoa e a deficiência é vista como uma condição e não como incapacidade.
O reconhecimento das pessoas com deficiências como cidadãos e cidadãs plenos da sociedade e com os mesmos direitos e liberdades que os outros seres humanos foram conquistados no final do século XX.
Mesmo quando a sociedade começa a admitir que as pessoas com deficiências podem ser produtivas, elas recebem uma “educação menor” com baixas expectativas pedagógicas e são vistas como pessoas educacionalmente incompletas. Em contraponto, a convivência escolar, em situação de inclusão, com as diferenças é um rico campo de aprendizagens para qualquer pessoa.
Devido à complexidade do conceito e pela grande quantidadta na sua condição orgânica e/ou intelectual. A pessoa com deficiência é um ser social que pensa e deseja, é motivado por sensações e percepções do mundo que o cerca e capaz de desenvolver-se continuamente a partir das demandas do meio.

Nenhum comentário:
Postar um comentário